sexta-feira, 30 de abril de 2010

Wings of a Fallen


Ja tive asas, e que majestosas asas estas eram.
Grandes e azuis corvo, elas baloçavam ao sabor da brisa, os três pares de asa que eu ja possui, faziam-me levitar, elevando-me a altura dos deuses e dos titãs, tornando-me num deles a cada dia que passava.
Com elas voei mais longe que Icaro, voei mais rápido que Hermes e governei os ceus melhor do que Zeus.
Passei dois milenios a observar anjos menores, alguns demonios e deuses em ascenção. Vi os humanos sem asas a fazerem maravilhas e a serem perseguidos por elas. Vi-os a cairem nas trevas da ignorancia e do desespero, esquecendo a esperança, o amor e a amizade, trocando tudo pelo poder, o dinheiro e a luxuria.
Quando o ceu desabou, vi que n fui o unico a cair, pois sem a fe da humanidade, todos os anjos, deuses, demonios, diabos, titãs, demiurgos, fadas, elfos, monstros, bestas, anoes, duendes, herois, vilões, etc... Todos nós caimos sem as qualidades bos dos homens e aos poucos fomos ficando como eles, mortais e sem asas...
Uns conseguiram aos poucos voltar a telas, eu ate conheço 3 neste momento que se estão a safar muito bem. Eu voltei a ter as minhas, não tão majestosas como outrora, mas ainda assim as minhas asas.
No entanto os humanos viram-nas quando o meu corpo humano ainda era jovem e voltaram a arrancar-las, para que eu não voasse sobre eles, e ao longo de anos, sempre que elas começavam a aparecer, alguem mas cortava e queimava.
Após anos desta dor e humilhação, eu comecei a mudar. O meu coração partiu-se e as penas deixaram de crescer. Em vez das minhas asas de Seraphim, duas asas palidas de morcego começaram a crescer, crescendo indomaveis, com o meu odio pelos outros humanos.
E no entanto ela conseguio arranca-las, domando o meu odio, fazendo florescer o meu amor e ajudando me a sair do fosso negro onde eu estava.
Ela foi o que me transformou de novo num Seraphim de 6 asas negras e azuis, foi ela a razao da minha nova ascenção ao reino dos ceus. E foi ela que mas cortou, todas num só golpe, e me enviou de volta ao poço profundo do Tártaro.
As asas dela cresceram de novo. As minhas não. Nem de odio, nem de amor. Tornei-me num ser sem alma. Uma carapaça para sempre presa nas trevas, pois a única luz que me pode devolver as minhas asas, é tambem aquela que não o fará.